sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Teus olhos sorrateiros na mente
Uma pequena lembrança
Um mágico encanto furtivo
Um disso
Um daquilo
Aquilo que está uma vez ou outra no verso
Um toque a mais de nada
A pequena fuga da forma
Que se faz imagem
A forma que fugiu do tema
A leve pena que sai do tinteiro
E pinga o detalhe no poema
Um novo sorriso teu
E pronto!
Num segundo nós dois no papel.

sábado, 6 de dezembro de 2008


Como pode o tempo que corrói os prédios,
neles próprios construindo novos sentidos
Que deles vivendo,
são algozes cruéis quando desfazem o seu propósito,
Mas deuses lindos quando sorrateiramente
reincorporam vida àquilo
que por já ter sido um plano um dia,
Nasceu morto por ter sido o fim.
O fim daquilo que uma construção tem de mais belo:
Sua transformação.
Deixai homem
Que o caráter de teu coração seja então corroído,
Permita que o tempo destrua tuas vestes
e a cada dia sejas o novo tu.
Tornai-vos novo a cada dia,
até que o tempo enjoe de ti
e te presenteie a derradeira perenidade.