Ultimamente tenho observado um fenômeno interessante sobre um programa de televisão. Em muitas padarias, janelas e comentários de amigos vejo a figura de um negro franzino com roupas comuns cercado por uma família igualmente comum. Nas redes sociais, vejo o rosto do mesmo menino, a dividir, em sua comunidade, espaço com ícones da literatura, da música e das artes mais “erutizadas”.
Mas, afinal, o que teria em um seriado tão simples que o fizesse alcançar tantos lares, comovendo e divertindo uma diversidade incrível de pessoas?
Credito este sucesso aos personagens do seriado, que a bem da verdade, nem precisariam ser representados por atores, de tão reais que são, e por tanto que se parecem com tipos que conhecemos muito bem (quando não nos vemos).
Indo por partes, começaremos pelo patriarca representado por um herói bem contemporâneo que, como bem faz questão de frisar, trabalha em dois empregos; além de por vezes, fazer trabalhos extras.
Julius ( Terry Crews) é um homem grande que pouco se impõe frente aos excessos do temperamento de sua esposa e em muitas vezes se mostra alheio aos problemas domésticos. Quase sempre, aparece na trama de uniforme (quase uma roupa especial dos super-heróis convencionais). Em casa, frequenta a cama nos intervalos dos trabalhos ou em sua, bem simbólica, poltrona (localizada de modo que possibilite visão para todos os pontos possíveis da sala. Como deve ser a poltrona de um pai). Sua maior característica é a habilidade para saber preços e a vocação para “lembrar” a todos os mínimos valores no exato momento em que as coisas são consumidas ou desperdiçadas.
A atitude de Julius em relação às suas economias não são postas como avareza, mas representadas como um lado cômico da necessidade de controle das finanças domésticas. Vale lembrar, que o exagero é uma forma de representar nosso cotidiano que leva o interlocutor à visualizar possibilidades de comportamento despercebidas, ou disfarçadas pelo cotidiano.
Rochele, a mãe exagerada em suas atitudes em gritos e gestos, representa de forma caricata a matriarca que carrega (e faz questão de lembrar que carrega) a responsabilidade de manter um elo em sua família, zelando pela saúde, pelas liturgias domésticas e, principalmente, pela manutenção de seu status de autoridade máxima no clã dos Rock.
Os irmãos não são representados como exemplo de amor fraternal (com exceção à afinidade existente entre os mais jovens). Ao mais velho e personagem principal, cabe um sentimento de responsabilidade pelos mais jovens, que não abre brechas para muitas manifestações de carinho ou afeto. Trata-se de um trio absolutamente comum, onde o mais velho é obrigado a ter mais consciência da situação financeira e dos perigos da vida moderna. Sua responsabilidade transcende suas expectativas de um pré adolescente a quem, sobra pouco tempo para viver suas fantasias de garoto.
A trama é extremamente simples. Via de regra, existem duas situações que se desenrolam paralelamente nos episódios. Uma ambientada na escola ou em um outro ambiente relacionado somente ao protagonista e outra que envolve sua família de forma geral.
Finalmente, o mais interessante é o carisma de Chris (Tyler James Williams), um personagem acostumado aos sucessivos fracassos em empreitadas amorosas e sociais, capaz de ter um único amigo e totalmente “impopular” em sua escola. Chris tem, entre seus principais problemas, a discriminação que sofre por ser o único negro em uma escola situada em um bairro de italianos, onde sofre violência física e psicológica. Sendo, ainda assim, um contraponto interessante aos personagens irreais da TV.
Ficha técnica:
, Paramount Television (1° temporada), CBS Paramount Television (2°-4° temporada)
Narrador(es) Chris Rock
Elenco original Tyler James Williams, Terry Crews, Tichina Arnold, Tequan Richmond, Imani Hakim, Vincent Martella
Tema de abertura "Everybody Hates Chris" (Marcus Miller)
Tema de encerramento "Everybody Hates Chris" (Tichina Arnold)
Exibição Emissora de televisão original UPN, The CW
Transmissão original 22 de setembro de 2005 - 8 de maio de 2009
N.º de temporadas 4
N.º de episódios 88
Fonte:
http://www.teleseriados.hd1.com.br/todo_mundo_odeia_o_chris.htm
segunda-feira, 21 de março de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Paisagem
calma que desenha
a relva ao prazer do vento
brisa
onde os olhos contemplam rastros
admirando as cores que brincam verdes
movimentando uniforme plástica
a relva ao prazer do vento
sonho
Caminho
Perceber
os olhos do quadro me seduzindo
jesus a pedir oração
são os olhos a mão do artista
onde estaria deus?
a bailarina rodopia leve
se é técnica, onde está o sonho?
na foto, quando ela me sorri:
luzes poses técnica.
onde estaria ela, enquanto olha para a lente?
de tudo ao meu peito um caminho segue.
aos meus sentidos, sempre uma vontade alheia onde deveriam estar meus olhos
os olhos do quadro me seduzindo
jesus a pedir oração
são os olhos a mão do artista
onde estaria deus?
a bailarina rodopia leve
se é técnica, onde está o sonho?
na foto, quando ela me sorri:
luzes poses técnica.
onde estaria ela, enquanto olha para a lente?
de tudo ao meu peito um caminho segue.
aos meus sentidos, sempre uma vontade alheia onde deveriam estar meus olhos
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Burrice
Cristianismo, marxismo, liberalismo, niilismo...
Existem várias formas de se compreender o mundo. Mas, definitivamente, nenhuma delas é tão difundida quanto a burrice.
Pensei nisso depois de presenciar uma menina reclamando da lentidão do ônibus por conta de uma obra. Era uma obra de contenção de encostas!
Existem várias formas de se compreender o mundo. Mas, definitivamente, nenhuma delas é tão difundida quanto a burrice.
Pensei nisso depois de presenciar uma menina reclamando da lentidão do ônibus por conta de uma obra. Era uma obra de contenção de encostas!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Ato profético
Se de fato por anjos esperas com mui gosto
E com afinco almejas e persegues a fonte do decoro
Se na bondade que almejas reside a glória dos justos
A justiça dos vencedores lhe será dada.
Conhecerás teus paços pelas normas e livros
Medirás tuas palavras com resignação e respaldo
Serás rei em voga e vocação.
Mas seus olhos fecharão
Sua boca só proferia verdades
E nelas, edificarás tua casa.
.
.
Mas,
Se (mesmo) contrariado contrariares
Se seguires pela tormenta e pela insensatez
Se conjugares a menos um verbo que negue
.
.
Afrontarás os caminhos e as rezas
Converterás tua voz em grito e alma
Ouvirás o inédito som da pergunta
Se fores capaz de sair uma vez de ti
E a ti olhares como olham os outros
Sentirás em fim a vitória do homem sobre o homem
E mesmo, se isso não te levar a lugar algum,
Concederás a ti o privilégio de viver em fim.
E com afinco almejas e persegues a fonte do decoro
Se na bondade que almejas reside a glória dos justos
A justiça dos vencedores lhe será dada.
Conhecerás teus paços pelas normas e livros
Medirás tuas palavras com resignação e respaldo
Serás rei em voga e vocação.
Mas seus olhos fecharão
Sua boca só proferia verdades
E nelas, edificarás tua casa.
.
.
Mas,
Se (mesmo) contrariado contrariares
Se seguires pela tormenta e pela insensatez
Se conjugares a menos um verbo que negue
.
.
Afrontarás os caminhos e as rezas
Converterás tua voz em grito e alma
Ouvirás o inédito som da pergunta
Se fores capaz de sair uma vez de ti
E a ti olhares como olham os outros
Sentirás em fim a vitória do homem sobre o homem
E mesmo, se isso não te levar a lugar algum,
Concederás a ti o privilégio de viver em fim.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Plantão de notícias
Neste domingo os moradores da Boca do Rio saíram de sua rotina. O casal identificado simplesmente como João e Rosa foi assassinado ao sair da roda gigante onde divertiam em, ao que parecia ser, um simples domingo de sol no parque.
Testemunhas afirmam que tudo ocorrera muito rápido e que a vítima mal teve tempo de se livrar do sorvete para esboçar qualquer tipo de reação frente ao ataque.
João, a outra vítima, foi reconhecido imediatamente por um colega de trabalho da construção civil; e de acordo com o próprio não era de freqüentar o parque, e que apesar de ser um exímio lutador de capoeira, também não teve tempo para reagir.
Ainda segundo o pedreiro, A vítima era “chegada” a uma confusão. O que o fez acreditar, inclusive, que o amigo estava sofrendo alguma espécie de vingança ou retaliação.
- “O homem era brabo demais e o que mais tinha era gente a fim de dar fim nele”.
Mas a grande surpresa do caso diz respeito ao autor do crime, que a polícia diz se tratar de um feirante, assíduo freqüentador do parque conhecido como José, que os funcionários do parque afirmam ser de temperamento alegre e brincalhão.
De acordo com o policial que primeiro chegou ao local do crime para atender ao chamado e ouvir a população, José parecia, de acordo com testemunhas, estar transtornado não agindo como um assassino com um plano em mente. Seus gestos pareciam exagerados e olhava de um lado pra o outro como se algo “rodasse em sua frente”.
A polícia não descarta a hipótese de crime passional, e faz um alerta: os moradores desta região cultivam o hábito de andar armados com facas. O que pode parecer um simples adereço para pessoas ditas pacatas, pode ser fatal em uma situação de descontrole.
Testemunhas afirmam que tudo ocorrera muito rápido e que a vítima mal teve tempo de se livrar do sorvete para esboçar qualquer tipo de reação frente ao ataque.
João, a outra vítima, foi reconhecido imediatamente por um colega de trabalho da construção civil; e de acordo com o próprio não era de freqüentar o parque, e que apesar de ser um exímio lutador de capoeira, também não teve tempo para reagir.
Ainda segundo o pedreiro, A vítima era “chegada” a uma confusão. O que o fez acreditar, inclusive, que o amigo estava sofrendo alguma espécie de vingança ou retaliação.
- “O homem era brabo demais e o que mais tinha era gente a fim de dar fim nele”.
Mas a grande surpresa do caso diz respeito ao autor do crime, que a polícia diz se tratar de um feirante, assíduo freqüentador do parque conhecido como José, que os funcionários do parque afirmam ser de temperamento alegre e brincalhão.
De acordo com o policial que primeiro chegou ao local do crime para atender ao chamado e ouvir a população, José parecia, de acordo com testemunhas, estar transtornado não agindo como um assassino com um plano em mente. Seus gestos pareciam exagerados e olhava de um lado pra o outro como se algo “rodasse em sua frente”.
A polícia não descarta a hipótese de crime passional, e faz um alerta: os moradores desta região cultivam o hábito de andar armados com facas. O que pode parecer um simples adereço para pessoas ditas pacatas, pode ser fatal em uma situação de descontrole.
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