sexta-feira, 22 de julho de 2011

cidade concreto

Quando naveguei entre pessoas e cidades
Vi concretos dinâmicos como água
Vi prédios e monumentos
Tudo era mutante (mutável)

Vitrais de igrejas
Belos e nefastos

Em cemitérios
Túmulos ornamentados:
Fins e histórias

Ao opulente prédio
Poder de uns
Indiferença de outros
Trabalho
Lazer
Para quem dorme, Marquise
Abrigo como ponte ou laje

Ruas
Ruas
Para quê tantas ruas?
Ruas de ir, de vir
De morte
De chegar
Ou de somente andar

Quando naveguei entre pessoas e cidades
Tudo tinha várias formas
E a contemplar,
O homem de concreto
                                              
Duro
Estático
Perene

Um comentário:

Maestria disse...

Muito bonito, e triste. Li várias vezes e fiquei a pensar...